Dr. Bruno Joaquim

Neuralgia Trigeminal

Dor neuropática episódica da face, com diagnóstico diferencial por especialista

A neuralgia do trigêmeo é descrita por muitos pacientes como a pior dor que já sentiram. Vem como choque, dura segundos e vai embora, disparada por algo tão banal quanto passar a mão no rosto.

E porque a dor aparece na região dos dentes, é comum que o caminho até o diagnóstico correto passe por tratamentos de canal e até extrações que nunca foram necessários. Identificar isso cedo é o que evita esse percurso.

Entenda

O que é neuralgia do trigêmeo?

A neuralgia do trigêmeo é uma dor neuropática causada por lesão ou irritação de algum ramo do nervo trigêmeo, que é o nervo responsável pela sensibilidade da face. É uma condição episódica (não constante), normalmente paroxística, em que as dores aparecem em crises curtas e intensas, e depois desaparecem.

Sinais de alerta

Características típicas da dor

A neuralgia tem uma assinatura própria. É justamente esse padrão que permite diferenciá-la de uma dor de dente.

Dor em choque elétrico

Aguda, súbita, lancinante

Crises curtas

De alguns segundos a poucos minutos

Sempre do mesmo lado

Costuma ser unilateral

Disparada por toque leve

Escovar os dentes, lavar o rosto, barbear

Crises sem aviso

Às vezes vêm sem nenhum estímulo

Região da mandíbula ou maxila

Os ramos V2 e V3 são os mais atingidos

Causas e fatores

Causas possíveis

Na maior parte das vezes é um vaso sanguíneo comprimindo o nervo. Mas há outras possibilidades, e é por isso que a investigação por imagem entra.

1
Compressão vascular

Um vaso pressiona o nervo trigêmeo. É a causa mais comum.

2
Esclerose múltipla

Pode gerar neuralgia trigeminal secundária

3
Tumores

Raro, mas precisa ser descartado

4
Trauma facial

Lesões na face podem atingir ramos do nervo

5
Procedimentos dentários

Em situações raras, cirurgias podem desencadear o quadro

Tratamento

Como é feito o tratamento

Aqui é importante ser direto sobre os papéis: o tratamento medicamentoso é conduzido pelo neurologista. O dentista especialista tem outra função, igualmente decisiva.

O papel do dentista é reconhecer a condição e separá-la de uma dor de origem odontológica. É isso que impede que você seja submetido a tratamentos que não vão resolver.

1

Diagnóstico diferencial

Descartar dor dentária, DTM e outras causas de dor na face

2

Avaliação neurológica

Encaminhamento ao neurologista e exames de imagem

3

Tratamento medicamentoso

Anticonvulsivantes e medicações específicas, prescritos pelo neurologista

4

Acompanhamento conjunto

Monitorar a resposta e o impacto na sua rotina

5

Neurocirurgia

Reservada para casos que não respondem à medicação

Atenção

Quando procurar ajuda especializada?

Quanto antes o quadro for reconhecido, menos tratamento desnecessário no caminho. Procure uma consulta se você tem:

  • Dores na face em choque ou lancinantes
  • Crises curtas e intensas ao encostar no rosto
  • Dor disparada por barbear, escovar os dentes ou comer
  • Episódios que voltam sem causa dentária identificada
  • Tratamentos dentários que não resolveram a dor
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Perguntas frequentes

Ainda tem dúvidas?

Respostas para as perguntas mais comuns sobre Neuralgia Trigeminal.

Neuralgia trigeminal tem cura?
Na maioria dos casos os sintomas são bem controlados com medicação. Quando não respondem, existem procedimentos neurocirúrgicos que oferecem alívio duradouro. O prognóstico depende da causa e de quanto tempo se levou até o diagnóstico.
Dá para confundir com dor de dente?
Dá, e acontece com frequência. Muitos pacientes chegam ao diagnóstico depois de canais e até extrações feitas em dentes saudáveis. É exatamente esse percurso que a consulta com especialista em dor orofacial evita.
O dentista trata a neuralgia?
Não. O tratamento medicamentoso é do neurologista. O dentista especializado identifica a condição, exclui as causas odontológicas e coordena o encaminhamento e o acompanhamento. São funções diferentes e as duas são necessárias.
Que exames vou precisar fazer?
Avaliação clínica detalhada e, em geral, ressonância magnética do encéfalo, para verificar compressão vascular, tumores ou placas de esclerose múltipla.
Próximo passo

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