A apneia obstrutiva do sono é uma condição em que a respiração para várias vezes ao longo da noite, privando o corpo de oxigênio. Estima-se que atinja cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo, e está associada a maior risco de doença cardiovascular, diabetes e acidente de trânsito.
O CPAP nem sempre é a resposta
O CPAP é a referência de tratamento para apneia moderada a grave, e com razão. Só que existe um problema que os números escancaram: até metade dos pacientes abandona o aparelho em menos de um ano. Desconforto, barulho, dificuldade de se acostumar a dormir com máscara.
Um tratamento que funciona no papel e é abandonado na prática não trata ninguém.
Dispositivos de avanço mandibular
Para casos leves a moderados, os dispositivos intraorais de avanço mandibular são uma alternativa validada pela literatura e recomendada pela American Academy of Sleep Medicine.
O funcionamento é simples de entender. O dispositivo mantém a mandíbula levemente projetada para a frente durante o sono. Isso abre espaço nas vias aéreas e impede que elas colapsem, que é o que provoca os episódios de apneia.
O que muda em relação ao CPAP
- Não faz barulho, o que resolve metade do problema para quem divide a cama
- Cabe na mala, o que importa mais do que parece para quem viaja
- A adesão a longo prazo é bem maior
- É confeccionado sob medida para a sua boca
Quem pode se beneficiar
Pacientes com apneia leve (IAH de 5 a 14) ou moderada (IAH de 15 a 29) que não toleram o CPAP são os candidatos mais claros.
Uma ressalva importante: a indicação exige polissonografia e avaliação conjunta entre o médico do sono e o dentista com formação em Odontologia do Sono. Placa feita sem diagnóstico não é alternativa. É risco.